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27

de

outubro

Viver, uma chance

Nossa cultura não lida bem com a morte, não falamos sobre isso, não conseguimos conversar sobre um assunto que é comum a todos: nós vamos morrer. Não gostamos de falar da morte então vivemos como se fossemos eternos, mas isso traz negligência, e precisamos pensar sobre como estamos vivendo, como estamos tratando a oportunidade única que é a oportunidade de viver.

Moises pede a Deus sabedoria para contar os dias, ou seja, viver de maneira certa, coerente e Salomão nesse capitulo nos da umas idéias de como tirar o melhor da vida.

Melhor é ser do que parecer, melhor é ter boa fama do que ter o perfume da boa fama. Se isso é verdade o dia da morte eternizará o que nós somos, porque você poder ter uma boa aparência, mas o que ficara como lembrança é aquilo que você realmente é.

Melhor é viver sendo você mesmo, sempre é mais leve, não precisar ficar fazendo tipo, isso da muito trabalho, melhor é aprender a viver com seus defeitos e andar com pessoas defeituosas que estão com você do jeito que você é.

Outra coisa que Salomão diz e para não evitarmos lugares difíceis, ou seja, não vá só as festas, não fique só com gente saudável, va na casa onde há luto, viva com os doentes, sabe porque? Porque alguns valores humanos só acontecem nesses ambientes.

Não lidamos bem com a dor porque nossa cultura evita qualquer contato com a dor, e a Biblia diz que é na dor que o amigo se transforma em irmão. Todos deveriam ir a um orfanato, um lar de idosos, uma casa de deficientes, alguns valores do homem nascem nesses lugares e esse tipo de lugar faz parte da vida, não adiante fugir.

Ninguém é um ser humano de verdade sem se apresentar a essas realidades. Não evite essas situações para você não se tornar um indiferente com a vida.

Salomão esta nos convidando a ver beleza em lugares e pessoas que nos não esperamos. É como a velha freire de Calcutá, Madre Tereza que cuidava dos leprosos e um homem rico disse a ela: Minha Irmã eu não faria esse serviço por dinheiro nenhum no mundo. Ela respondeu: Eu também não, faço isso porque vejo a beleza de Deus nessas pessoas, a Imago Dei esta revelada aqui pra mim.

Salomão também diz que é melhor andar em boa companhia no meio da dor do que viver no meio da festa com gente infiel. Alias é na hora da dor que a gente define quem é quem em nossa vida.

É melhor estar no meio da dor com um companheiro sábio do que na festa com um bando de insensatos. É melhor um abraço na dor que a indiferença na casa da festa.

Ele também diz que é melhor ouvir coisas dura e pesadas, é melhor ter alguém chamando a nossa atenção do que ouvir piadas dos tolos, em outras palavras agradeça a Deus pelas pessoas que você tem que pegam no seu pé. Talvez seus pais, talvez um chefe, que tem cobrado de você e você nem esta percebendo que você esta correndo atrás da excelência em seu trabalho.

Você pode estar perguntando: Mas e uma coisa boa, um elogio, não faz bem? Fique tranqüilo, você não terá muito problema para se adaptar com as coisas boas da vida.

Salomão faz um convite um pouco inusitado, procuremos as companhias reais, as pessoas que estão enfrentando dor e provação. Vamos aproveitar as situações aparentemente negativas e os lugares aparentemente tristes para que em nós nasça a verdadeira humanidade e que em nós aja o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

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2

de

outubro

Não deixe de ler

A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

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2

de

outubro

Meu céu

 

Imagine a seguinte situação:

Você não é cristão, um amigo insiste para que você vá a igreja, e você aceita. O pastor fala sobre a morte e diz de uma maneira bem clara que o juízo é inevitável e que somente aqueles que “levantaram as mãos aceitando a Jesus como seu Salvador” irão para o céu, para louvar a Deus eternamente, andar em ruas de ouro e, e, e, e… muitas outras coisas maravilhosas. Os que não fizeram essa oração irão para o inferno, sofrer eternamente, levar espetada do diabo e nadar no lago de fogo. No final do culto o pastor faz uma pergunta: “Um dia você vai morrer, pra onde você quer ir? Você não quer hoje carimbar o seu passaporte para o céu? Você quer ser salvo?”

Convenhamos, qualquer pessoa com um pouco de amor próprio opta pelo céu, que de acordo com as definições usuais é um lugar extremamente chato. Nosso céu é impotente, talvez por isso falam tanto no inferno, potencializaram o terror do inferno, assim o céu, apesar de chato, torna-se a opção mais conveniente.

Certa vez li: “não podemos parar de falar no inferno, pois ele produz temor nas pessoas e assim elas aceitam a Jesus”. Quer dizer que Jesus não tem qualidades suficientes? Para com isso, não podemos usar a maravilhosa mensagem do evangelho como moeda de troca ao inferno, Jesus não nos livra de um lugar, mas de algo maior: de uma maneira “infernal” de existir.

Jesus não tem apenas proposta para uma vida pós-morte, a mensagem cristã é que existe vida e vida em abundância antes da morte (Jo 10.10).

Salvação não é ir pro Céu, é seguir os passos do Mestre. Céu não é nosso destino final, nosso fim é Cristo. Não seremos felizes ao andar em ruas de ouro, seremos plenos de alegria quando o Nazareno for plenamente formado em nós.

Nossa missão não é lotar o céu, é povoar a terra de pessoas com significado existencial. Sinalizar o Reino não é “marchar para Jesus” e “pisar na cabeça do inimigo”, é viver de modo que as pessoas vejam nossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos céus (Mt 5:16).

Porque sou cristão? Porque acredito em uma pessoa e o que essa pessoa sugere como vida é excelente.

Se quero ir pro céu? Quero. Mas meu céu é outro.

Troco o brilho das ruas de ouro pela companhia do meu pai. Prefiro brincar com a Gabriela e com o Felipe do que cantar por toda a eternidade. Meu céu tem o beijo da Carol, corrida com os amigos, picanha, soneca no sofá, vinho bom e almoço com minha mãe.

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